5 histórias que mudaram depois do SP Invisível

Algumas histórias contadas no SP Invisível conseguiram ser ajudadas pelos nossos seguidores



Desde que começamos o nosso projeto há 7 anos, sempre nos perguntaram - "mas vocês só contam histórias? Não ajudam as pessoas?" - Nossa resposta é que ajudamos. Além das nossas ações sociais que ajudam milhares de pessoas, muitas histórias mudaram depois do SP Invisível passar pela vida delas e mostrar sua trajetória, seu nome e seu rosto para milhares de seguidores.


Quando contamos uma história, conseguimos quebrar a barreira que impedia uma alguém com recursos para ajudar, que tem condições financeiras e uma casa ajudar outra pessoa que não tem e que está na rua, pois aproximamos ela, rompendo o medo, o preconceito e sensibilizando o olhar do seguidor. Isso gera empatia e a empatia move o seguidor a fazer o bem.


Já conseguimos mobilizar desde uma pessoa que tem um dinheirinho para pagar uma marmita fazer isso por alguém, até pessoas em situação de rua conseguirem empregos, cirurgias ou voltarem para casa. Tudo isso com o poder da escuta, conectando realidades e trazendo visibilidade para os invisíveis de São Paulo. Pensando nisso, nesse texto, você vai conhecer 5 histórias que contamos e foram transformadas depois do SP Invisível.


GERALDINO


O Geraldino é um senhor que desde que o conhecemos, há 5 anos em 2016, ele estava na rua. Nessa época, já faziam 21 anos que ele estava nessa situação. Então imagina quanto tempo ele não estava lá, naquele mesmo lugar no Vale do Anhangabaú, em frente ao mercado.


Durante todo esse tempo, também, Geraldino sempre conviveu com uma hérnia que o impedia, inclusive, de andar. Trabalhar ou fazer grandes esforços. Para retirá-la, a cirurgia era caríssima e ele não tinha dinheiro para pagar.


Geraldino não saía do lugar e muitas pessoas passavam por ele. Algumas, inclusive, o ajudavam, mas nenhuma ajudou como o SP Invisível fez. Após contarmos a sua história em nossas redes sociais, um de nossos voluntários conhecia um médico que conseguiria fazer a cirurgia e operou o Geraldino.


Foi um processo muito delicado e cheio de descobertas, pois ficamos um mês e meio com ele no hospital internado, revezando entre os voluntários quem dormia com ele. Hoje, ele não saiu da rua, mas anda por toda cidade e voltou a trabalhar. Quem estava paralisado, após contar a sua história, conseguiu andar.



BRUNO


O Bruno foi a primeira pessoa que conseguiu receber uma ajuda mais efetiva do SP Invisível. Sua história é muito forte e assim que contamos, chegamos em pessoas que ele não via fazia tempo.


No começo do projeto, lá para 2015, encontramos o Bruno na praça Roosevelt no centro de São Paulo. Na época, nosso fotógrafo Gabriel Lippe conversou com ele e contamos a sua história no projeto.


Ele é da cidade de Paranavaí no Paraná e havia brigado com a sua mãe, por isso morava com a sua avó. Quando ela faleceu, ao invés dele ir para casa da sua mãe e se perdoarem, ele veio para São Tentar uma nova vida.


Aqui ele conheceu o crack e foi nessa condição que o conhecemos. Quando ele falou conosco, dizia que queria muito reencontrar sua mãe e poder pedir desculpas para ela.


Essa história, depois de compartilhamentos e muito engajamento, chegou na sua mãe que mandou uma mensagem para nós querendo pedir perdão para o seu filho.


Ela veio para São Paulo, conectamos os dois e ele voltou para casa da sua família no Paraná. Hoje, falamos com o Bruno através do Facebook e ele nos atualiza sobre a sua vida e suas conquistas.



ADRIANO


Poucos sabem, mas no começo do nosso projeto, fomos convidados para participar do programa da Fátima Bernardes, o Encontro. Quando a equipe do programa foi com a gente gravar a matéria de rua, nós conhecemos o Adriano que morava ao lado da Estação Barra Funda, embaixo do viaduto Antártica.


Na época, Adriano havia dito que precisava muito de um emprego, pois queria sair da rua, mas não conseguia pagar um aluguel para morar. Então contamos a sua história e postamos a sua foto no SP Invisível, mas pelas redes sociais não conseguimos nada. Falamos isso para ele, mas ele não desanimou e seguiu esperançoso.


Quando fomos para o programa, sua história passou no telão ao fundo. Conversamos com a Fátima, fomos entrevistados, falamos do projeto e quando voltamos para o camarim e pegamos o nosso celular, além das várias notificações de amigos e familiares parabenizando, havia uma mensagem de um amigo antigo do Adriano falando que ele poderia ficar lá até ele arrumar um emprego e conseguir pagar o seu aluguel.


Depois, voltamos para São Paulo e a primeira coisa que fizemos foi conectar o Adriano com o seu amigo. Depois de alguns meses, ele arrumou um emprego na limpeza de um prédio comercial e saiu da casa do seu amigo, pois já estava conseguindo pagar um aluguel e saiu da rua, mas sempre almoça tanto com sua família da rua, quanto com seu amigo que o tirou da rua, pela gratidão que ele tem.



JOSÉ, MARCELO E CLEITON


Para passar o tempo na rua, três amigos José, Marcelo e Cleiton montaram um clube do livro em que eles leem o mesmo livro e depois trocam comentários e aprendizados entre eles. Foram para a rua por motivos diferentes, mas se encontraram por meio das linhas dos livros e das histórias que conheceram.


Uma dessas histórias que eles conheceram nos livros é a do comentarista esportivo e ex-jogador de futebol Walter Casagrande. Sua história de recuperação das drogas ajudou muito os três que já passaram ou estavam passando por um processo parecido com o dele.


Certo dia, o autor do livro das biografias do Casagrande, Gilvan Ribeiro passou por lá e viu eles lendo o livro que ele havia escrito. Ele tirou uma foto e mandou para nós e para o Casagrande. Então, contamos a sua história e a produção da Globo pensou em fazer a conexão entre os três e o Casão.


Quando gravamos com eles, além deles conheceram o Casagrande e ganharem os livros que ele escreveu junto com o Gilvan, também ganharam do SP Invisível a possibilidade de ficar em uma pensão e não dormir mais nas ruas. Foi realmente um dia inesquecível para eles.

A PRÓXIMA


Todas as histórias que contamos é uma oportunidade de você ajudar. Quem sabe, a próxima história não vai ser você que vai fazer a diferença para ela? Passe a acompanhar as nossas redes e veja como você pode ajudar de maneira mais efetiva. Lembre-se, não contamos histórias para que você ajude apenas aquela, mas que abra os olhos e veja quantas histórias como a que contamos tem ao nosso redor. Então, sempre haverá alguém para ser ajudado!


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