Assistência social x assistencialismo: qual a diferença?

Embora tenham nomes parecidos, esses dois termos possuem significados distintos.


Reprodução: streetmemoriesgallery

A assistência social é um direito humano e está atrelada à noção de cidadania. Ou seja, é um direito de todos os cidadãos. Além disso, é uma política pública regida pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Já o assistencialismo é um tipo de auxílio paliativo que busca atender demandas sociais urgentes, consistindo em uma ajuda imediata e que busca suprir necessidades momentâneas.


Essencialmente, a assistência social é um aparato mais complexo justamente por seu caráter legal. Possui uma estrutura mais elaborada e que tem um plano de acompanhamento a longo prazo para obter um impacto duradouro.


O desenvolvimento de um projeto de assistência social requer a presença de profissionais competentes e um planejamento estratégico para que o indivíduo conquiste um nível de autonomia social para se viver com dignidade. A profissão de assistente social é exercida por profissionais formados no curso superior de serviço social.

morador de rua
Reprodução: streetmemoriesgallery

O assistencialismo é um tipo de ajuda pontual, sem vínculos e que supre uma necessidade momentânea. É mais simples e informal. Esse modelo é passível de críticas por não “resolver” o problema de fato: não reintegra o indivíduo à sociedade, apenas oferece uma ajuda paliativa. Ao contrário da assistência social, possui um impacto temporário.


São alguns exemplos de assistencialismo: comprar um prato de comida, remédios ou quaisquer itens necessários no momento da abordagem da pessoa assistida. Este tipo de atendimento pode ser feito por qualquer cidadão ou instituição, como ONGs e igrejas.


E qual o modelo mais eficiente?

Estamos caminhando lentamente para atingirmos algo “ideal”. Existem muitos desafios para a consolidação de uma política pública que garanta, de fato, uma eficácia. Assim como em qualquer área, são necessários aprimoramentos e mudanças para a obtenção de melhores resultados. Ambas as abordagens têm suas vantagens e importâncias, sobretudo em momentos de crise, onde a sobrevivência é o elemento central e prioritário.


Pautar-se no atendimento humanizado e que ofereça algum tipo de ajuda para a população em situação de rua, seja este de cunho assistencialista ou de assistência social propriamente dita, é o principal.


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