Como ser influencer de doação?

Nosso cofundador André Soler responde a essa e outras perguntas no episódio 61 do “Aqui se faz, AQUI SE DOA”, podcast do instituto MOL.


Reprodução: Instituto MOL


Atualmente, as pessoas são muito impactadas por influenciadores digitais. O mercado de influencers vem crescendo cada vez mais devido a sua efetividade e a construção de uma relação de confiança com o público. Mas será que esse recurso também desempenharia bons resultados no meio social?


A população tende a ter muitas desconfianças em relação ao trabalho de ONGs e aí que entra a estratégia da micro influência. Um exemplo disso é a plataforma de embaixadores para doadores. Não só há uma relação de maior proximidade, como também de confiança e credibilidade. São esses motivos que fazem as pessoas mobilizarem sua rede de contatos em prol de uma causa. Portanto, a resposta a pergunta levantada acima é sim.


Abaixo, transcrevemos um trecho da conversa entre nosso cofundador e a produtora do podcast, Vanessa Henriques.


Vanessa: Fale um pouco sobre a história da SP Invisível. Como vocês começaram o projeto?


André: A SP Invisível começou numa dinâmica da igreja em que eu e o Vini frequentávamos. Nos foi proposto que fotografássemos tudo aquilo que era considerado “invisível” na cidade de São Paulo. Notamos que a maioria das fotos que foram apresentadas eram de pessoas em situação de rua. A partir disso, começamos a fotografar e captar relatos de pessoas em situação de rua pois notamos que não eram os corpos delas que eram invisíveis, mais sim suas histórias de vida. Daí surge a SP Invisível. Nos desvencilhamos da igreja e seguimos com o projeto e, para nossa surpresa, crescemos e fomos abraçados pelo público que passou a se comover com as histórias que divulgamos. Hoje somos uma ONG que atua diretamente na rua e contribuiu com essa população.


Vanessa: Vocês já trabalharam com influenciadores? Quem são as pessoas que multiplicam a mensagem da ONG?


André: Sempre acreditamos muito na população e nos nossos seguidores como um todo. Percebemos a paixão que cada um tem pela causa. Também tivemos experiências com influenciadores, mas todas muito pontuais. Acreditamos que isso tenha acontecido porque geralmente são pessoas muito ocupadas. Sinto que parte muito mais dos nossos seguidores carregar nossa bandeira e ver a SP Invisível crescer.


Vanessa: Como é a experiência de trabalhar a micro influência? Ou seja, das pessoas escolherem uma organização para doar e passarem para seus contatos.


André: A primeira vez que usamos uma plataforma de embaixadores foi no Inverno Invisível do ano passado. Essa é uma plataforma onde cada um cria sua própria landing page e passa a divulgar com sua rede de contatos uma campanha para obter doações. Dessa forma, ao invés de recorrer a um grande influenciador, adotamos essa tática de ter vários micro influenciadores. Todos nós temos esse potencial. Os resultados foram ótimos. O nosso desafio é fazer as pessoas se sentirem parte da ONG e acreditamos que a plataforma de embaixadores cumpre essa função. Tornar-se embaixador é dar um voto de confiança para nossa instituição. Por isso, sabemos da importância de ter transparência com quem credibiliza nosso trabalho.


Vanessa: Na sua opinião, vale a pena investir na captação entre pares?


André: Com certeza. Com a pandemia, refletimos: como as pessoas vão querer ser doadores nesse momento? Por isso, acreditamos muito na digitalização desse processo. Dessa forma há a possibilidade de se realizar uma doação sem sair de casa. A SP Invisível fez com que os doadores se sentissem participativos mesmo sem estarem presentes presencialmente.


Confira mais detalhes desse papo na íntegra!


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Fonte: Instituto MOL

 

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