SP Invisível participa do “Meu Nome é Correria”


Nossos fundadores André Soler e Vinícius Lima participaram do podcast “Meu Nome é Correria”, apresentado por Cazé Pecini.



Representando a SP Invisível, nossos fundadores participaram do episódio 34 do podcast “Meu Nome é Correria”. Transcrevemos abaixo alguns trechos da entrevista e dos pontos levantados pelo apresentador.


Cazé: Como surgiu a SP Invisível?


André: Começou há 8 anos atrás em um projeto fotográfico dentro da igreja que eu e o Vini frequentávamos. Nessa dinâmica propuseram que fotografássemos o que era invisível na cidade de São Paulo dentro da nossa perspectiva.

Vinícius: “Invisível” é algo bem subjetivo. As vezes o que é invisível no meu dia a dia não é o mesmo para você ou para outra pessoa.

André: Tiveram fotos de muita coisa, mas o que mais nos chamou a atenção foi o volume de retratos de pessoas em situação de rua.

Vinícius: Uns três meses depois dessa exposição de fotos na igreja que tínhamos chamado de “SP Invisível”, pensamos: invisível não é a pessoa que está em situação de rua, mas sim, a história dela. Em seguida, propus para o André: vamos contar essas histórias?


Cazé: Tinha alguma divisão de tarefas entre vocês?


André: Tinha. Eu tirava as fotos e o Vini escrevia os textos.

Vinícius: Começamos a postar no Facebook e o crescimento da página foi muito orgânico.

André: Descobrimos aos poucos a capacidade que nosso trabalho tinha. As pessoas foram compartilhando conosco que através das histórias contadas por nós, passaram a enxergar pessoas em situação de rua de uma maneira diferente. A partir daí entendemos a importância do nosso trabalho.


Cazé: De que maneira o trabalho de vocês impactava as pessoas que estavam sendo fotografadas?


André: No início sofremos muitas críticas em relação a isso. Nos questionávamos sobre o que poderíamos fazer para ajudar efetivamente as pessoas em situação de rua.

Vinícius: Conseguimos ajudar tanto pontualmente em ações, por exemplo, quanto com à proporção que as histórias tomam: muitas vezes aparecem pessoas dispostas a prestar um auxílio voluntário.


Cazé: Como que as histórias contadas por vocês transformam vidas? Deem exemplos.


Vinícius: Tem a história do Geraldino, um homem que ficava ali no vale do Anhangabaú impossibilitado de se locomover por conta de uma hérnia. Ele precisava fazer uma cirurgia de retirada dessa hérnia, mas era muito cara. Contamos a história dele e um médico se comoveu e pôde ajudá-lo. Ele não só fez a cirurgia como realizou todos os cuidados pós-operatórios. Atualmente ele não saiu da situação de rua, mas voltou a andar e consegue trabalhar.

André: É importante pontuar que toda história que captamos recebe uma ajuda. Não tem uma solução única ou fácil para ou problemas da população de rua, mas estamos em constante evolução para buscar as melhores alternativas.


Ouça mais detalhes desse bate papo tão interessante na íntegra!



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